sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Um abraço na morte



Se eu encontrasse a morte andando por ai e pudesse ter um minutinho de conversa com ela, iniciaria dando-lhe um abraço. Claro que não deixaria ela me abraçar muito, mas gostaria que ela me permitisse abraçá-la.
Não sei quantas perguntas teria para fazê-la. Também não iria querer deixá-la embaraçada com perguntas constrangedoras como aquelas que ouvimos do “por que ela leva algumas pessoas boas, com aparências e jeitos de anjos como crianças e jovens e deixa pessoas más vivendo por aí.” Não seria esse o nosso bate papo. Também não iria querer saber quando será minha vez, o que desejo que demore muitos anos. Mas iria querer falar do meu pai.

Acredito que a morte se espantaria – não sei se ela se espanta com alguma coisa – quando percebesse que não iria xingá-la. De início iria fazê-la lembrar de quem era meu pai: “Aquele senhor que se chamava Hélio da Conceição com cabelo grisalho, 68 anos, que morava no km 13 com minha mãe Irene. Era bem magro. Tinha uma certa dificuldade para caminhar. Gostava de tomar um trago de pinga, fumava bastante. Diariamente ia ao barzinho da comunidade para se encontrar com amigos. Lembra? Se mesmo com todas essas descrições ela dissesse que não lembrava, pois estava tão ocupada ultimamente, certamente eu continuaria: “Era um homem muito bom, trabalhador, justo, sempre foi pobre. Ultimamente estava aposentado, por isso, tinha mais tempo para ficar em casa na varanda, com seu olhar voltado ao horizonte para ver se alguém se aproximava para visitá-lo. Quando a visita chegava – que era diária - tinha seus causos, suas histórias. Falava de seus filhos – sempre dizia que estavam muito bem.” Nesse momento a morte diria que estava lembrando de quem era meu pai. Não sei se ela diria isso para se livrar de mais comentários ou se a lembrança era real.

Claro que ao saber que ela estava lembrando-se de quem era o meu pai, eu sorriria. Talvez ela tentasse se justificar nesse momento, dizendo que esse era seu dever. Que não queria nos deixar abatidos. Mas nem iria deixar que ela terminasse de falar e logo iria acalmá-la dizendo que não estava bravo, pelo contrário, agradecia pela forma como que levou meu pai.
Eu contaria que aquele homem que nunca gostou de sair da roça, muito menos de ir ao médico para consultas ou exames, aquele homem que vivia sorrindo. Sempre com alto astral elevado, deixou esta vida sorrindo. Sim, um leve sorriso, mas que descreve o momento de encontro com o Pai.

À véspera do dia dos pais ele se encontrou com Cristo. Recebeu o melhor presente de sua vida. Lá não haverá mais dor, nem fome, nem sede. Neste momento, certamente está se embebedando Daquele que o criou e o salvou.

O meu agradecimento à irmã morte não seria simplesmente por ter levado meu pai. Claro que eu gostaria que ele ficasse muitos anos com a gente. Mas sua saúde estava se esgotando e logo ele começaria sofrer.
Não sinto tristeza, sinto saudade.

Deixaria então, que a irmã morte partisse, pois ela tem sua função e não quero que ela fique muito perto de mim, nem quero ir com ela ainda. Mas ficarei com a certeza de que a vida sofrida, honrada de meu pai foi coroada com uma coroa divina. Isso me deixa tranquilo e abastece minha fé.

E ao meu pai só posso dizer: “Vai com Deus meu pai”.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pastoral da Juventude reafirma luta contra a violência em Seminário Nacional

“Não à redução da maioridade penal e sim a favor da vida das juventudes”. Esse foi o grito dos mais de 150 participantes do Seminário da Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens ao encerrarem a atividade realizada, em Taguatinga (DF), entre os dias 03 a 05 de maio de 2013.
O evento reuniu pessoas de todo país. Jovens e adultos, religiosos, leigos, que aprofundaram os caminhos para fortalecer a pauta sobre a defesa da vida da juventude e garantia de seus direitos. “A Campanha já se estabeleceu, mas ela precisa ter uma continuidade. Agora temos um olhar de onde a gente está e para onde a gente vai”, afirmou a jovem Elisangela Hahn, da Arquidiocese de Curitiba no Paraná, ao avaliar a importância da atividade.
Para se estabelecer os caminhos para a Campanha foram abordados seis temas centrais: violência e extermínio; tráfico humano (prostituição e trabalho escravo); violência e uso de drogas; redução da maioridade penal; aprisionamento e cárcere; e segurança pública, educação e trabalho. Para a assessora Arleth Gonçalves, da Arquidiocese de Belém do Pará, o extermínio da juventude não pode continuar invisível para a sociedade. “Por isso, os jovens do Brasil se reuniram para dar horizonte à Campanha, levando de volta para os seus estados a esperança que muitas vezes é perdida devido a tantas forças contrárias à nossa causa”, frisou a assessora.
Não só a análise e o debate sobre os rumos da Campanha estiveram em pauta. A avaliação das ações e das conquistas já realizadas ao longo dos quatro anos da iniciativa, também estiveram presente. O jovem Felipe Freitas, que coordena o projeto “Juventude Viva” do governo federal, enfatizou que a Campanha foi a principal ação para pautar o tema na sociedade e motivar a criação dessa e de outras políticas públicas. 
A participação de representantes do poder público e de diversas organizações juvenis foi acompanhada de diálogos e conversas a respeito do posicionamento da Pastoral da Juventude contra a redução da maioridade penal. “Dizemos não por acreditar que a redução trata o efeito e não a causa. Além disso, o sistema prisional não reinsere ninguém na sociedade”, esclareceu o jovem Gil Kairós, da Pastoral da Juventude do Piauí.
O evento contou com a parceria da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Província Marista Brasil Centro-Norte (PMBCN), Coordenadoria de Juventude do Distrito Federal, Cáritas Brasileira e o apoio da Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude, Adveniat e DKA Áustria. A atividade contou também com a assessoria de Carmem Lúcia Teixeira, do CAJUEIRO: Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em juventude.
Segundo Fr. Rubens Nunes, assessor da CRB Nacional na área de juventude, “o Seminário Nacional revelou a capacidade das lideranças da Pastoral da Juventude de organização e consciência social e ao mesmo tempo nos alertou para a emergência sobre o risco da redução da maioridade penal”, destacou o religioso.
 Destaca-se, ainda, a memória feita ao longo do Seminário, sobre as pessoas que doaram suas vidas em favor dos empobrecidos, em especial das juventudes. Como gesto concreto desta memória, foi entregue a cada participante um pouco da terra do local onde foi assassinado (2009) Pe. Gisley Azevedo Gomes, então assessor do Setor Juventude da CNBB. O símbolo foi utilizado como envio aos jovens que levarão as discussões e assuntos para os grupos de base de todo o Brasil.

A Campanha
  Campanha Nacional contra a Violência e Extermínio de Jovens teve início, no ano de 2008, em ação articulada das Pastorais da Juventude do Brasil e de diversas organizações. A ação busca fomentar e provocar toda sociedade para o debate sobre as diversas formas de violência contra a juventude, especialmente, o extermínio de milhares de jovens no Brasil. Com isso, a Campanha objetiva avançar na conscientização e desencadear ações que possam mudar essa realidade de morte juvenil.



quarta-feira, 13 de março de 2013

As primeiras palavras do Papa Franciso I

As primeiras palavras do Papa Francisco I na loggia de São Pedro: “Vocês sabem que o dever do Conclave era de dar um bispo para Roma.; parece que meus irmãos foram buscá-lo no fim do mundo. Mas, estamos aqui. Obrigado pela acolhida. Rezemos todos juntos pelo bispo de Roma”.

Depois recitou o "Pai Nosso" a “Ave Maria” e o “Glória”. “Agora começamos este caminho, bispo e povo, um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre por nós, um pelo outro, por todo mundo, para que seja uma grande fraternidade. Desejo que esse caminho da Igreja que hoje começamos seja frutuoso para a evangelização desta bela cidade. Peço um favor a vocês: antes que o bispo abençoe o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe. Em silêncio, façam esta oração sobre mim”. Depois da bênção “Urbi et Orbi” ainda voltou a pedir: “ Rezem por mim . Nós veremos logo. Amanhã, quero ir rezar para pedir à Nossa Senhora para que proteja toda Roma. Bom repouso”.

terça-feira, 12 de março de 2013

Estigmatinos assumem a Paróquia Santo Afonso em Juazeiro, BA


No dia 09 de março de 2013 a Província Santa Cruz assumiu uma nova missão, Administrar a Paróquia Santo Afonso em Juazeiro, BA. A Missa de posse foi presidida pelo Bispo diocesano Dom José Geraldo e contou com a presença do superior provincial Pe. Aparecido Neres Santana e mais quatro confrades estigmatinos (Pe. Elizeu da Conceição, Pe. Luciano Romero Silva, Pe. Sebastião Marçon e Pe. Narcyso Jordan) e três padres da Diocese de Juazeiro (Pe. Josemar, Pe. Zezé e Pe. Gilvan).
A província confiou a paróquia aos cuidados do Pe. Ednaldo, que foi empossado pároco desta paróquia e posteriormente contará com o auxílio do vigário paroquial Pe. Jorge e em seguida com outro confrade.


A Congregação dos Estigmatinos inicia este trabalho em uma diocese formada por 9 municípios, são eles: Casa Nova, Campo Alegre de Lourdes, Curaçá, Juazeiro, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé, Sobradinho e Uauá. Essa população, nesta extensa área, é atendida por 14 paróquias, sendo 6 em Juazeiro e 8 no Interior. A Diocese de Juazeiro foi criada em 21 de julho de 1962, pelo Papa João XXIII, pela Bula “Christi Ecclesia” (Igreja de Cristo), sendo instalada em 10 de fevereiro de 1963, com a posse do primeiro Bispo, Dom Tomás Guilherme Murphy, que faleceu nos Estados Unidos em 06 de julho de 1995. O segundo Bispo foi Dom José Rodrigues de Souza, que ficou à frente da Diocese até o dia 30 de agosto de 2005, quando foi sucedido por Dom José Geraldo da Cruz.
A Paróquia Santo Afonso está inserida na cidade de Juazeiro que é um município do estado da Bahia. Em conjunto com o vizinho município de Petrolina, em Pernambuco, forma o maior aglomerado urbano do semi-árido. A cidade se destaca pela agricultura irrigada que se firmou na região graças às águas do rio São Francisco. Seu nome se origina dos pés de juá ou juazeiro, uma árvore típica da região.
A Paróquia, que foi fundada em 1970, já contou com a presença dos padres da Congregação dos Redentoristas, dos Espiritanos e em seguida dos padres diocesanos. Conta com 8 comunidades urbanas e 2 comunidades rurais, além de pequenos povoados que solicitam a presença do padre em alguns momentos específicos. Tem uma extensa e populosa área que exige e desafia a uma grande mobilidade no trabalho pastoral.
A Celebração Eucarística que deu a posse ao Padre Ednaldo, aconteceu na noite de domingo (10). Centenas de fiéis, que lotaram a igreja, participaram de forma animada e entusiasmada por receber uma nova congregação em sua paróquia, mas de maneira especial por receber o novo pároco. Este momento foi precedido por um tríduo vocacional conduzido por Pe. Luciano e Pe. Elizeu.
Diante dessa realidade, percebemos que o carisma estigmatino está sendo colocado em prática, pois diante da necessidade do bispo da diocese de Juazeiro nos colocamos a disposição para atender o que for necessário.


JUMI realiza Jantar Festivo no dia Internacional da Mulher



Em comemoração ao dia Internacional da Mulher, a Pastoral da Juventude de Itararé, Jumi (Juventude Missionária ) realizou no dia 09 de Março um jantar. O valor arrecadado será destinado em prol da Jornada Mundial da Juventude. O jantar contou com a presença de mais de 200 pessoas, que prestigiaram nosso querido Padre Vanderlei com belas canções para animar a noite. 

Todos envolvidos com um só objetivo, mostramos que a força jovem, pode alcançar grandes coisas.
Contamos com o apoio e a ajuda de muitas pessoas sensíveis ao nosso apelo, atentos a Campanha da Fraternidade, cujo tema é Fraternidade e Juventude. 

Agradecemos a todos que ajudaram a realizar esse evento. E nos dias 23, 24 de março teremos mais um evento em prol a JMJ, Festa da Juventude, DMJ.

 Aguardem


Lilian Chamseddine

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Inauguração da secretaria geral do EIJE



A caminhada da Pastoral da Juventude Estigmatina na organização do seu primeiro
encontro internacional foi marcada, no dia 17 de fevereiro deste ano, pela inauguração
da Secretaria Geral do EIJE (Encontro internacional da Juventude Estigmatina) na Paróquia
Sagrada Família, em São Caetano do Sul, SP. Mais de 50 jovens, representando as paróquias
estigmatinas do Brasil e da diocese de Santo André, participaram deste momento.

A inauguração iniciou com a Santa Missa, onde os jovens foram apresentados a
comunidade. Mais tarde foi feita a benção solene na sala da secretaria que recebeu o nome
de João Paulo II – idealizador das Jornadas Mundiais da Juventude. Após a benção, centenas
de pessoas visitaram este espaço e viram o belo trabalho realizado pelos jovens estigmatinos
através do mural de fotos expostas. Durante a tarde, os jovens se reuniram para preparar
alguns detalhes do EIJE. E iniciou-se uma coleta de dados de voluntários.

Os responsáveis pela secretaria já estão recebendo os dados dos jovens que virão para
o Brasil durante o EIJE. Com esses dados está sendo feito a inscrição na JMJ Rio 2013. Para
entrar em contato com a secretaria, para esclarecer eventuais dúvidas, pode-se mandar um
email para eije2013@yahoo.com.br.

Encontro da Juventude Estigmatina em Guarapuava





“Sou jovem estigmatino, fidelidade ao Senhor!”, com este grito que soava na boca de tantos e tantas jovens de Guarapuava a empolgação tomava conta de cada pessoa que passava pelo colégio em que dezenas de jovens estigmatinos faziam a experiência de um encontro voltado para espiritualidade bertoniana. Foram 83 jovens que passaram 3 dias juntos (08, 09 e 10 de fevereiro) celebrando, festejando, aprendendo e se conhecendo. 

Na sexta-feira (08) os jovens começaram a chegar ao colégio com seus colchões e bagagens. Muitos já chegavam cantando, tocando seu violão e marcando ritmo nas palmas. A alegria tomou conta daquele espaço. Chegaram jovens de Santo Antônio do Sudoeste, PR e de Santa Maria, RS, que estavam ansiosos para ajudarem na condução deste encontro.

Durante esses 3 dias, muitas surpresas marcaram a vida dos jovens. A gincana mexeu tanto e ao mesmo tempo integrou tanto aqueles jovens que foi possível ver uma verdadeira comunidade de jovens estigmatinos. Como não perceber a presença inspiradora de Gaspar Bertoni sorrindo por ver tantos jovens sedentos de unidade e de caminhos novos para construir a sua caminhada.

Os momentos de orações, como missas, celebração poética e vigília inspiravam esses moços e moças ao encontro pessoal com Jesus Cristo e ao envolvimento eclesial. Sentia-se uma entrega ao que estavam vivendo e um desejo por aprofundar ainda mais o envolvimento comunitário. O domingo foi um dia especial, depois de algumas palestras, foram recebidos, inesperadamente, por seus pais. Momento emocionante e cheio de vida.

São Gaspar nos orienta: “É muito perigoso ouvir a palavra de Deus, sem produzir fruto”. Por isso, é hora de atuarmos de forma vibrante e compromissada nos grupos de jovens de nossas comunidades. Assim estaremos seguindo o que foi nos transmitido ao longo desses três dias de encontro. 

Que Deus abençoe e inspire a Juventude Estigmatina de Guarapuava.

MISSÃO JOVEM ESTIGMATINA EM ITARARÉ