sexta-feira, 10 de junho de 2011

Carta dos Padres Estigmatinos com até 10 anos de votos perpétuos

Viver e não ter a vergonha de ser feliz”

Aos superiores, sacerdotes, irmãos e demais membros de nossas casas religiosas.

Nos dias 07 e 08 de junho de 2011, estivemos reunidos, na Fazenda Sant’Ana sob orientação do Pe. Jordélio Siles Ledo, no encontro de formação para religiosos

de até 10 anos de votos perpétuos. Este encontro foi uma atividade das eq

uipes de formação de nossas províncias e contou com a participação de 4 religiosos da província São José e 13 da Santa Cruz.

Foi-nos proposto pelo facilita

dor o seguinte tema: “O ser, o saber e o saber fazer do Padre e do Religioso Estigmatino”. Ao tratar a temática do “Ser” refletimos sobre a identidade e o rosto do Jovem Estigmatino, destacamos que existem várias dimensões. “Diante de uma época de mudança e uma mudança de época”, sabemos que o nosso rosto se constitui como um mosaico revelando nossas esperanças e incertezas, pertenças e in

dife

renças, realizações e frustrações, sonhos e letargias. No tocante ao “Saber”, fomos iluminados a partir da pedagogia de Deus, a pedagogia de Jesus, a pedagogia da Igreja e a pedagogia da nossa Congregação. Quanto ao “Saber fazer”, destacamos nossa ação pastoral a pa

rtir de reflexões do Documento de Aparecida e da realidade em que cada confrade está inserido. Chegamos à constatação que o nosso fazer se concentra, em geral, na atividade paroquial. Com isso, sentimos a necessidade, inspirados no nosso carisma e nos apelos da Igreja, de ampliar nossa ação pastoral revendo nossas metodologias, pois “já não tem caminho novo, o que tem de novo é o jeito de caminhar”.

O encontro foi marcado por momentos de partilha

de vida, confraternização e celebração que muito nos ajudaram a perceber o quanto podemos ser solidários uns com os outros nas alegrias e tristezas. Inspirados na sabedoria do Evangelho, saímos com a certeza de que nosso ser religioso e sacerdotal necessita diariamente de revisitar as fontes de nossa vocação primeira, sem medo de nos arriscarmos em novos projetos pastorais que nos ajude a construir o Reino de Deus nas realidades onde estamos inseridos. Contudo, compartilhamos o desejo de que as nossas províncias nos olhem com esperança,

conheçam e acolham nossos dons, com a certeza que ainda somos jovens e estamos aprendendo a caminhar, correndo o risco de cometer erros e acertos. No entanto, rezamos para que tenhamos sempre um “norte”, que não nos faça perder a esperança, mesmo diante das situações em que nos faltam paradigmas que nos apontem caminhos. Sendo assim, queremos unir nossas forças de padres jovens com as daqueles que já tem uma experiência maior de caminhada para que “sejamos um” assim como o Senhor é um com o Pai (cf. Jo 17, 11).

Nesses dias, em nossas reflexões, citamos trechos da gramática de São Gaspar Bertoni e encerramos compartilhando um pensamento:

O sacerdote, é um homem igual a todos os outros, por natureza e condição. Por isso, vive pressionado de todos os lados por tribulações, assediado por inimigos e ameaçado por perigos, os mesmos ou até maiores do que os fiéis. Assim, ao mesmo tempo em que o sacerdote ajuda os fiéis a conseguir a salvação, deve ser também auxiliado por

eles a obtê-la através de orações. Rezemos, portanto, e rezemos muito pelos sacerdotes.” (Gramática de Padre Gaspar Bertoni, n. 178).

No júbilo da festa de São Gaspar Bertoni, nos despedimos com um abraço em Cristo Jesus.

Fraternalmente,