terça-feira, 31 de maio de 2011

Viagem ao Paraná




Uma das coisas mais gostosas é voltar para terra natal depois

de um bom tempo distante. Sim, voltei ao Paraná acompanhado

do querido Pe. Vinicios. Rodamos pelas cidades de Santo Antônio do Sudoeste, Curitiba e Guarapuava. Uma semana em cada paróquia foi o suficiente para vivermos belas experiências, principalmente ao lado da querida juventude paranaense.

Em Santo Antônio do Sudoeste estamos embalados pelo projeto

de encontros para juventude. Já aconteceu a oficina, agora a equipe está organizando o primeiro EJC da paróquia. São muitas pessoas envolvidas, todas sonhadoras co

m vida em abundância da juventude. Este EJC acontecerá em setembro deste ano.

Na bela capital paranaense, Curitiba, um novo grupo de jovens foi formado. Poucos, mas cheios de coragem e ânimo para continuar em grupos de base.

Em Guarapuava, foi possível conviver com alguns jovens, reuni-los, conversar e sentir o desafio de formar grupos de base.

Mas em toda essa realidade, Pe. Vinicios e eu, rezamos, conversamos e convivemos com os confrades estigmatinos, encontramos muitos jovens querendo acompanhamento vocacional para decidir a caminhada da vida, nos divertimos, encontramos meus queridos familiares, sofremos com algumas notícias, especialmente ao saber da morte de um jovem em Guarapua

va, esse, que participou do CDL com a gente alguns anos atrás.

Voltamos empolgados para seguir a nossa missão, de levar esperança e força na formação da juventude e fazer com que toda paroquia estigmatina se envolva e acredite mais na força divina do jovem.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Situação dificil dos Estigmatinos na Costa do Marfim


Os estigmatinos (padres, aspirantes, estudantes de filosofia e teologia) estão passando por uma situação muito difícil na Costa do Marfim, pois estão refugiados devido a situação de violência causada pelo novo governo. Segue uma carta do Pe. Flávio ao Superior Geral.
“Caro Pe. Andrea, superior geral.
Obrigado pelas felicitações por ocasião da festa de ontem (Sagrados Estigmas) que comemoramos aqui em Abisso, estando presente quase todos os confrades (faltaram os três que residem em Offa, porque os rebeldes mercenários de Quattara estão neste momento em atividades e a região se encontra bastante perigosa).
Desta vez, a festa foi muito bonita, como um primeiro elemento pelo encontro inter-comunitário. As notícias são boas para os nossos estudantes. Aqueles da filosofia retornam ás aulas em U C A O, segunda-feira dia 9 pela manhã. Os da teologia, segunda-feira depois do dia 16, também pela manhã. Os primeiros estarão alojados no seminário diocesano perto de U C A O “Paulo VI” juntamente com dois padres de Anonkoua, os segundos estarão juntos com os padres Brancos, que dirigem o C F M A acompanhados pelos padres Francis e eu, Pe. Flávio.
De qualquer forma o C F M A, é bastante perto de Anonkoua, teremos assim oportunidade de acompanhar mais de perto a região, bem como a nossa casa, que neste momento está sendo usada pel
a Força Republicana (ex rebeldes de Quattara). Outro dia, Pe. Ambroise, o superior da Delegação ,chegou a PK 18 na paróquia de Santa Maria em Aguéto ,por ocasião da Páscoa, conseguiu visitar uma parte de nossa casa, como se esperava algumas coisas foram roubadas, porém qualquer coisa permanece, embora esteja tudo em grande desordem e abandono.
Desta forma, Pe. Ambroise não teve oportunidade de visitar todo o local, assim sendo dificulta fazer um cálculo justo dos prejuízos, porém está em torno de 100.000,00 (cem mil euros). Foram roubados 2 carros, uma dúzia de ar condicionados, uma dúzia de computadores, três geladeiras e dois freezers, um gerador , colchões, camas, armários toda roupa de cama (lençóis, toalhas de mesa, rosto e banho, roupas pessoais dos padres e estudantes) televisão e outros aparelhos domésticos, livros dos quartos.
E portanto, Pe. Andrea, esta é a situação dolorosa do nosso seminário de Anonkoua, porém a casa e a capela estão de pé e pelo jeito bastante respeitada como construção. Esta terrível crise parece que está caminhando para o fim. Porém, com toda esta desordem nos amedrontam bastante porque “são nordestinos armados”.

Pe. Flávio Ferrari