quarta-feira, 9 de março de 2011

Situação dos Estigmatinos na Costa do marfim

É do conhecimento de todos que na última eleição presidencial os dois candidatos, Laurent Gbalgbo (ex-presidente, católico) e Alassane Quattara (novo candidato, muçulmano) proclamaram-se todos os dois vencedores. Nenhuns dos dois consideram-se derrotados. Nasceram dois governos, sustentados por

dois exércitos diferentes. A tensão no País é fortíssima e de agora em diante estão em vias de fato de correr sangue de uma facção contra a outra, A ONU presente

como mediadora,de sua parte lembra exercer um esquema com Quattara e portanto, perdem um pouco o seu pulso de intermediária (são demonstrações muito tensas contra os seus representantes) A França (muito atenta mais aos seus grandes interesses econômicos que ao bem da nação, sua ex-colônia) parece

ser a nação que guia os filhos de todas as marionetes, apoiando Alassane Quattara. Neste momento, bancos fechados e o aeroporto está nas mãos do exercito do ex-presidente. A Europa segue em modo franco a França. Por isso, as notícias que temos em mãos são pouqu

íssimas e os jornais nacionais italianos parecem que ignoram este problema.

Isto em nível de situação de todo o País.

A nossa região parecia tranquila, mas ultimamente a situação é precipitada.

Tudo nasce do fato que no bairro de Anonkua Kouté (onde está o nosso seminário de filosofia e teologia) neste dias um grupo de jovens, um pouco aventureiros se colocou abertamente contrapondo as tropas dos guerrilheiros de Alessane Quattara, participando em prol do Ex-presidente. E nesta noite (entre 6 e 7 de março) as tropas dos considerados “reb

eldes” entraram no bairro. Confrontos contínuos e infelizmente algumas vítimas. As tropas de Alessane Quattara colocou fogo no bairro

.

Já há alguns di

as também na nossa comunidade de Santa Maria em Aguéto havia acontecido alguma coisa do gênero. No bairro PK.18 um corre,corre geral. Os nossos confrades deixaram a paróquia (no último domingo celebraram a missa somente para 20 pessoas), fecharam a escola paroquial, fecharam todas as atividade pastorais.

Todas as escolas estão fechadas,também a de teologia, por isso os nossos aspirantes (filósofos) desde aquele dia foram convidados a retornar, por segurança, para seus bairros. Pe. Flavio com os te

ólogos hoje, vendo o perigo, diante da situação, estão alojados em Aboisso,deixando a nossa casa completamente vazia.Também o bairro por medo está quase completamente vazio.Os nossos confrades da capital estão todos alojados em “brousse”(floresta), em Aboisso e Ayamè,onde a situação parece bastante normal.Não tem tido nenhum perigo fisicamente para com eles.

A situação parece extremamente grave, sobretudo porque não se vê ao horizonte alguma solução positiva diante de toda a situação.Tememos também (o que pode acontecer neste lugares) que uma vez abandonada as nossas paróquias e o nosso semin

ário, possam ser saqueada, ou invadida, não tanto por guer

rilheiros que são respeitosos das casas, mas por meio dos habitantes do bairro que aproveitam da situação caótica e confusa para compor uma situação de perversidade .

Veremos os acontecimentos nos próximos dias.

Pedimos a todos os confrades intensa oração para que esta situação martirizada possa encontrar paz e os confra

des de nossas comunidades da capital possam retornar para

suas casas com tranquilidade.

Que o Senhor os ajude.

Pe. Andrea Meschi

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